Cirurgia de estrabismo

Desde que o Mateus nasceu que eu tenho notado que ele é estrábico; O curioso disso tudo é que cada vez mais eu me convenço de que intuição de mãe não falha nunca.  Ele teve sua primeira consulta com um oftalmo aos 03 meses de idade e usou óculos até um aninho.  Na época era para corrigir o uma possível miopia de bebês que tem correção se usar óculos já no início e quanto ao estrabismo, faríamos acompanhamento para analisar a necessidade ou não de intervenção cirurgica.
Pois bem, o Joel sempre falava que eu estava procurando “pelo em ovo” até um dia, antes de chegarmos à Dra Ana quando estávamos pegando opiniões médicas, o Dr. Carlos da Clínica de Olhos disse pro Joel “_ Meu amigo, nunca ignore uma percepção materna, se a mãe diz que tem algo, é porque tem!.. seu filho é estrábico sim”..  Deste dia pra cá ele passou a fazer consultas periódicas, agora com a Dra Ana Tereza Moreira que é super  indicada por vários médicos e ela vem nos dizendo que o caso dele seria cirúrgico, pois ele tem estrabismo vertical e horizontal.  
Olhando para ele você não nota, é mais em fotos mesmo que aparece um pouco e eu que percebo sempre !  Mas precisa ser tratado, do contrário além da visão comprometida, ele pode vir a ter problema de tortícules..   Para esclarecer melhor os fatos, vamos às informaçõe técnicas.  Fonte: www.oftalmologia-pediatrica.eu

Estrabismo
Designa-se por estrabismo qualquer desalinhamento dos eixos visuais. O desvio de um dos olhos pode dar-se numa direcção horizontal convergente ou divergente, numa direcção vertical podendo um dos olhos desviar-se para cima ou para baixo ou ainda segundo um eixo torsional, neste caso de diagnóstico mais difícil. Na prática muitas vezes os desvios são mistos, ou seja, os eixos visuais encontram-se desalinhados em mais que uma direcção.
Há ainda outras formas mais complexas de estrabismo; são formas mais raras e que por vezes estão associadas a outras alteraçoes oculares ou mesmo sistémicas.

Causas
As causas variam de acordo com o tipo de estrabismo, com a idade de aparecimento e as características demográficas das populações.

Na infância a forma mais frequente de estrabismo é a endotropia acomodativa. Representa cerca de 80% de todos os estrabismos; embora possa aparecer mais cedo, aparece habitualmente entre os 2 e os 5 anos. Resulta do esforço que a criança tem de fazer para focar as imagens. Embora possa ser devida a uma alteração na relação entre a acomodação e a convergência, ma maioria dos casos é provocada por uma hipermetropia não compensada. Esta forma de estrabismo é particularmente importante porque pode ser prevenida; se a causa for diagnosticada e corrigida atempadamente pode evitar-se o aparecimento de estrabismo e da consequente ambliopia (olho preguiçoso). Daqui resulta a grande importância dos rastreios visuais no inicio do segundo ano de vida.

A endotropia congénita, que se manifesta nos primeiros 6 meses de vida e que se caracteriza por um desvio de grande ângulo (muitas vezes associado a um desvio vertical) não tem uma causa conhecida.

Outra causa importante de estrabismo é a baixa visão de um dos olhos - estrabismo sensorial. Na presença de uma catarata, descolamento de retina ou outra causa grave de hipovisão, o olho com má visão pode desviar-se.

Com exceção para a exotropia sensorial, os desvios divergentes têm uma causa mal conhecida. Muitas vezes iniciam-se por uma forma divergente com deterioração progressiva da capacidade de fundir as imagens dos dois olhos, e evolução para a instalação de um desvio constante.


Diagnóstico Tal como as causas, os sintomas dependem do tipo de estrabismo, da idade de aparecimento e da forma como se instala.

Na criança, sobretudo nas menores que não verbalizam, muitas vezes não há queixas sintomáticas e o mais importante são alguns sinais que decorrem das adaptações que a criança faz.

O sinal mais evidente é o próprio desalinhamento ocular. Quando ocorre o desvio dá-se uma duplicação das imagens - diplopia. No adulto, essa diplopia mantém-se enquanto se verificar o desvio. Nas crianças, no entanto, o processo tem uma evolução diferente; elas rapidamente desenvolvem um mecanismo de “supressão” da segunda imagem, de forma a obter uma visão confortável. Este mecanismo leva à não utilização de um dos olhos, o qual na ausência de tratamento, vai ter consequências ao nível do córtex visual, com o desenvolvimento de ambliopia.

Previamente à instalação da supressão, a criança pode fechar o olho desviado para evitar a diplopia; é um sinal que numa criança deve ser sempre valorizado.

Alguns tipos de estrabismo podem ser compensados alterando a posição da cabeça. Um torcicolo deve ser sempre avaliado por um oftalmologista no sentido de despistar a presença de uma alteração do equilíbrio ocular motor.

Aqui, uma imagem que encontrei no site da Medclick, exemplificando os aspectos de cada um dos quatro tipos de estrabismos existentes.    Fonte:  http://www.medclick.com.br
Bem, marcamos a próxima consulta com a Dra Ana para 23/07/13 e na ocasião acredito que marcaremos a cirurgia dele !   Estou bastante apreensiva e ao mesmo tempo, muito esperançosa de que estejamos dando o passo certo e que vá correr tudo bem.  A minha intenção é marcar pra outubro quando terei 20 dias de férias e pretendo deixar os últimos 10 para a cirurgia e cuidados do meu pequeno grande homem ! 
 
Depois da consulta conto os novos detalhes !  Torçam pelo meu pequeno !! 

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